blog sobre micologia médica

Patologia Clínica CHUC Coimbra Portugal

Fusarium dimerum keratitis

Artigo publicado: Fusarium dimerum - um caso de queratite.
Artigo publicado: Rinosinusite induzida por Schizophyllum radiatum

Artigo publicado: Chronic invasive rhinosinusitis by Conidiobolus coronatus, an emerging microorganism

Artigo publicado: Antifungals: From Pharmacokinetics to Clinical Practice

domingo, 4 de dezembro de 2016

ASPERGILLUS ALLIACEUS

O Aspergillus alliaceus é um fungo hialino septado.
O género Aspergillus é composto por quase 200 espécies diferentes, sendo a grande maioria consideradas, em micologia médica, contaminantes, como é o caso desta espécie. Esta espécie foi isolada de secreções da árvore respiratória de um paciente e foi considerada não patogénica. É importante ter conhecimento da suas características morfológicas para que se possa tomar uma decisão clínica/laboratorial o mais precoce possível. É importante ter presente que qualquer fungo quando inoculado traumaticamente ou interagindo com hospedeiro imunodeprimido pode ganhar importância clínica.


Colónia com 4 dias de incubação.

Colónia com 4 dias de incubação.

Colónia com 4 dias de incubação.

Reverso de colónia com 4 dias de incubação.

Colónia com 7 dias de incubação.

Colónia com 7 dias de incubação.

Reverso de colónia com 7 dias de incubação.

Colónia com 24 dias de incubação.

Colónia com 24 dias de incubação.

Reverso de colónia com 24 dias de incubação.




quarta-feira, 31 de agosto de 2016

TRICHOPHYTON TERRESTRE

O T. terrestre é um fungo filamentoso incluído no grupo dos dermatófitos.É um fungo geofílico.
As colónias são de crescimento lento brancas ede textura algodonosa. À microscopia apresenta hifas hialinas ramificadas em ângulo recto
É um fungo não patogénico mas que pode aparecer como contaminante quando a amostra esteve em contacto estreito com o solo (pé e unhas do pé)

Colónias com 10 dias de incubação.


Reverso da colónia

SAROCLADIUM SP (Acremonium sp)

Algumas espécies de Acremonium foram reclassificadas e pertencem agora ao novo género Sarocladium, outras espécies continuam incluídas no género Acremonium.

Os fungos do género Sarocladium, sendo raramente isolados em patologia humana, provocam sobretudo onicomicoses e, particularmente em imunodeprimidos, podem provocar infecções sistémicas.

Partilham com alguns fungos do género Fusarium a particularidade de poderem ser isolados nos meios habituais de hemocultura - as hemoculturas comuns são praticamente ineficazes no isolamento e identificação de fungos filamentosos ao contrário do que ocorre para os fungos leveduriformes.

As fiálides são hialinas, eretas e dão origem no seu topo a um grupo de conídios fazendo lembrar a cabeça de um alfinete. A agegação de várias hifas dão origem a estruturas que lembram cordas.

Os isolados de Fusarium podem ser confundidos com Acremonium, mas geralmente crescem mais rapidamente e apresentam colónias com uma aparência fofa característica.

Relevância em Patologia Humana dos fungos do género Acremonium/Sarocladium

  1. Infecções Oportunistas:
    • Pacientes imunocomprometidosAcremonium pode causar infecções graves em indivíduos com sistemas imunológicos comprometidos (ex.: transplantados, HIV/AIDS, quimioterapia). As infecções podem ser locais ou sistémicas.
    • Manifestações clínicas:
      • Infecções cutâneas e subcutâneas: Úlceras, nódulos ou celulite, muitas vezes associados a trauma cutâneo (ex.: ferimentos com materiais contaminados).
      • Pneumonia e doença pulmonar: Por inalação de conídios.
      • Endocardite fúngica: Em válvulas cardíacas, especialmente em utilizadores de drogas intravenosas.
      • Meningite: Rara, mas relatada em casos de disseminação hematogénica.
      • Queratite: Associada ao uso de lentes de contato contaminadas.
  2. Micoses Crónicas:
    • Algumas espécies de Acremonium estão ligadas a doenças como micoses escleróticas ou micetomas (infecções subagudas ou crónicas de tecidos profundos), embora isso seja incomum.
  3. Produção de Toxinas:
    • Alguns isolados podem produzir mico toxinas (ex.: aflatoxinas) que, embora mais associadas a contaminação de alimentos, podem ter impacto indireto na saúde humana.

Transmissão

  • Via de entrada:
    • Inalação de conídios (ar).
    • Trauma cutâneo (ex.: espinhos, objetos contaminados).
    • Contaminação de dispositivos médicos (ex.: cateteres, lentes de contato).
    • Transmissão iatrogénica em ambientes hospitalares.

Diagnóstico

  • Exame micológico:
    • Cultura em meio Sabouraud com cloranfenicol (crescimento em 3–5 dias).
    • Macroscopia: colónia branca que com a idade pode tornar-se cinzenta, rosa, rosa ou laranja
    • Microscopia: hifas septadas, hialinas, com conídios mono ou bicelulares (característica do género).

Tratamento

  • Antifúngicos:
    • Amfotericina B (opção para infecções graves).
    • Azois (ex.: voriconazol, posaconazol) – mais eficazes in vitro.
  • Cirurgia: Para infecções locais avançadas ou abscessos.
  • Desafios: Muitas espécies mostram resistência a antifúngicos comuns, e a resposta ao tratamento pode ser lenta.

 Considerações Finais

  • Acremonium é um agente patogénico emergente, especialmente em centros hospitalares, devido à sua ubiquidade e resistência a desinfetantes.
  • O diagnóstico precoce é crítico, pois as infecções podem ser agressivas em pacientes vulneráveis.

Cultura com 10 dias de incubação.




Reverso da colónia


Fiálide.




Aglomerações de hifas lembrando cordas, aspecto que distingue estes fungos dos Fusarium onde não ocorrem.

Aglomerações de hifas lembrando corda

domingo, 17 de abril de 2016

TRICHOPHYTON SOUDANENSE (II)

Uma análise feita no início do século XXI, no Senegal, evidenciou que o T. soudanense é o dermatófito mais prevalente na tinea capitis.

Colónia com 7 dias de incubação.


Reverso da colónia.
Colónias com 18 dias de incubação



Reverso da colónia.
Hifas "reflexivas".



Em colónias velhas podem desenvolver-se clamidósporos.

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Outra estirpe (de coleção)


Colónia com 14 dias de incubação.

Colónia com 14 dias de incubação.

Colónia com 14 dias de incubação.

Reverso de colónia com 14 dias de incubação.

Colónia com 26 dias de incubação.

Colónia com 36 dias de incubação.

Reverso de colónia com 36 dias de incubação.

Clamidosporo.

Clamidosporo.

Clamidosporo.

Clamidosporo.

Microconideos.