blog sobre micologia médica

Patologia Clínica CHUC Coimbra Portugal

Fusarium dimerum keratitis

Artigo publicado: Fusarium dimerum - um caso de queratite.

Artigo publicado: Rinosinusite induzida por Schizophyllum radiatum

Artigo publicado: Chronic invasive rhinosinusitis by Conidiobolus coronatus, an emerging microorganism

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

PAECILOMYCES LILACINUS / PURPUREOCILLIUM LILACINUM

Paecilomyces lilacinus ou Purpureocillium lilacinum.

Este fungo foi renomeado para Purpureocillium lilacinum após caracterização definitiva por biologia molecular.

Esta estirpe foi isolada no exsudado ocular de uma doente com suspeita de queratite infecciosa.

Este organismo é um fungo filamentoso hialino de distribuição universal frequentemente isolado como saprófita ou contaminante.
O P. lilacinum está descrito como responsável de queratites, endocardites, peritonites, celulites e pneumonias sobretudo, nestas últimas patologias, em doentes imunocomprometidos.

Macroscopia da colónia: a colónia é de crescimento rápido, até 5 a 6 cm de diâmetro, a textura é lanosa a pulverulenta, a cor é inicialmente branca e posteriormente adquire um tom lilás.   

Microscopia: hifas septadas hialinas, conidióforas ramificados, as fiálides são finas e alongadas na extremidade estando dispostas em aglomeradas fazendo lembrar um pincel.



Colónia com 6 dias de incubação.

Reverso da colónia.

Colónia com 8 dias de incubação.

Reverso da colónia.

Colónia com 11 dias de incubação.

Colónia com 14 dias de incubação.

Sementeira original, à cabeceira do doente, em gelose chocolate. 3 dias de incubação. Notar que as colónias acompanham a ranhura do inóculo
Sementeira original, à cabeceira do doente, em gelose chocolate. 13 dias de incubação.

Sementeira original, à cabeceira do doente, em gelose sangue. 13 dias de incubação.







quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

AUREOBASIDIUM PULLULANS

O Aureobasidium pullulans é um fungo filamentoso dematiáceo. É um fungo saprófita com distribuição universal. No corpo humano pode ser isolado na pele e em unhas, está descrito como responsável de phaehifomicoses (infecções fungicas causadas por fungos dematiáceos) da pele e pulmão; queratites; e, peritonites. Eventualmente poderá ocorrer sepsis e infecção generalizada.

O A. pullulans poderá ser, também, isolado como contaminante da amostra.

Esta estirpe foi isolada nas secreções da árvore respiratória de um paciente, a informação clínica fornecida ao laboratório era "micronodulação pulmonar"

As colónias são lisas, pastosas, de cor clara (branca-rosada) e coincidindo com a formação de artroconídios aparecem áreas escuras/pretas. O crescimento é rápido.
Na fase inicial pode ser confundida com colónias de fungos leveduriformes.

A observação microscópica revela a presença de hifas septadas hialinas e conídios, também hialinos, de forma e dimensão variáveis. Com o tempo vão aparecendo algumas hifas escuras constituídas por artroconídios. Os conidídios aparecem de modo síncrono (vários ao mesmo tempo) de um ponto comum na hifa (sobretudo, mas não em exclusivo, das hifas hialinas). Os conídios podem continuar a multiplicar-se por gemulação.


Colónia com 7 dias de incubação

Colónia com 7 dias de incubação

Colónia com 7 dias de incubação

Colónia com 10 dias de incubação. A colónia adquire zonas escuras devido à produção de artroconideos.

Colónia com 10 dias de incubação

Colónia com 10 dias de incubação

Colónia com 10 dias de incubação

Colónia com 10 dias de incubação

Reverso da colónia.

Colónia com 12 dias de incubação

Colónia com 12 dias de incubação

Colónia com 12 dias de incubação

Colónia com 12 dias de incubação

Colónia com 12 dias de incubação

Pormenor de uma placa com várias colónias com 12 dias de incubação evidenciando a textura variada que a colónia pode adquirir

Pormenor de uma placa com várias colónias com 12 dias de incubação evidenciando a textura variada que a colónia pode adquirir

Pormenor de uma placa com várias colónias com 12 dias de incubação evidenciando a textura variada que a colónia pode adquirir

Pormenor de uma placa com várias colónias com 12 dias de incubação evidenciando a textura variada que a colónia pode adquirir
Zona com predomínio de hifas septadas hialinas.

Zona com predomínio de hifas septadas escuras  (artroconídios)





Blastoconideos hialinos de forma a e tamanho variável.


Hifas hialinas com produção síncrona de conídios.






quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

KERION POR TRICHOPHYTON MENTAGROPHYTES



Kerion é uma reacção inflamatória desencadeada pela infecção do foliculo piloso do couro cabeludo por um fungo filamentoso do grupo dos dermatófitos. Quando esta situação ocorre com os folículos pilosos da barba costuma designar-se por sicose. Poderá haver, ou não, infecção bacteriana concomitante.

O kerion caracteriza-se por uma placa inflamatória, bem delimitada e dolorosa, com pústulas e abcessos com tendência supurativa de forma a promover a expulsão dos pelos parasitados, pode dar origem a zonas cicatriciais com alopécia definitiva.

O kerion pode ser responsável por febre e formação de tumefação ganglionar local.

O Trichophyton mentagrophites é o fungo mais frequentemente envolvido.

A terapêutica tópica não é adequada sendo necessária a administração de antifungicos por via sistémica.

Colónias com 9 dias de incubação

Colónia com 2 dias de incubação